Enólogo

Depois de fazer sete vindimas como enólogo na Real companhia velha, senti a necessidade de iniciar um projecto individual onde pudesse aplicar as minhas ideias e onde pudesse controlar todo o processo de produção. Sem concessões, um vinho que fosse o reflexo da minha interpretação do Douro.

Em 2001 comprei esta quinta e iniciei o projecto Poeira. Pouco depois, em 2002, comecei a trabalhar como responsável técnico da Quinta de La rosa. Com a compra de uma Quinta no Douro Superior por parte da família Bergqvist surgiu um novo vinho – passagem - fruto de uma parceria com os proprietários.

O Sirga foi também um projecto que comecei em 2004, por acreditar na vinha que lhe dá origem, mas sobretudo por amizade aos donos.

Pó de Poeira Douro Branco

Poeira

Pó de Poeira Douro Tinto

Pó de Poeira Douro Branco

A possibilidade de produção de uvas brancas e tintas de alta qualidade na mesma quinta mostra mais uma vez a enorme diversidade do Douro, e como esta diversidade se encontra mesmo em propriedades de pequena dimensão.

Quando estávamos a preparar o terreno para a plantação em 2004 deparámo-nos com 1 ha de terreno que tinha um solo completamente diferente do resto da quinta, mais fundo, menos pedregoso, mais fértil e com maior disponibilidade de água. Esta parcela encontra-se numa zona mais abrigada, com menor número de horas de exposição solar. Pareceu-nos evidente que apesar de estarmos perante terrenos de letra A (considerados com apetência óptima para a produção de vinho do Porto), tínhamos uma oportunidade de produção de uvas brancas de excelente qualidade.

Tal como no tinto tentámos fazer um vinho personalizado, com um aroma expressivo e com uma profundidade e frescura que caracterizam todos os nossos vinhos.